Tailândia com crianças: dicas da Luiza (1 ano), do Pedro (6 anos) e dos seus pais.

Posted on 19/06/2010

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Hoje é um grande dia! Lançamento do livro que a Pati Papp escreveu sobre e para nós, pais viajantes: Crianças a Bordo – como viajar com seus filhos sem enlouquecer.

Tive o grande privilégio de receber o livro com dedicatória diretamente em minha casa! E posso dizer que ele está recheado de dicas preciosas! Como não estou em Curitiba e não posso abraçá-la e agradecer pessoalmente, vou aproveitar este dia para postar uma viagem que ela gentilmente me contou. E que viagem! A Pati é descolada em viagens e o casal simplesmente decidiu levar os filhos para passar o Ano Novo na Tailândia! Sim, Tailândia! Olha que delícia! Aqui vamos então!

A família ficou 20 dias, fez o circuito Bangkok/ Phi Phi/ Chiang Mai/ Sukhotai/Bangkok e adorou:

Em Bangkok:

Conhecer o aquário de Siam Paragon, no shopping: os shoppings em geral ofereceram uma boa parada já que são bem modernos, com ar condicionado e muitos com atrações infantis, como este aquário, que visitaram no primeiro dia e novamente no final da viagem para deixar as crianças relaxarem e brincar nos diversos brinquedos existentes na área infantil.

Visitar o Gran Palace, absolutamente indescritível. Só fiquem atentos, pois o Templo é enorme, por isso não esqueçam dos carrinhos das crianças! E outro detalhe, porém não menos importante: cuidado com suas vestimentas no dia da visita, pois não é permitido entrar de bermuda e regata, como foi o caso da Pati, que teve que alugar roupas para poder fazer a visita.

Visitar o mercado flutuante Damnoen Saduak: um mercado onde tudo (muitas frutas, lembrancinhas, jóias,…) é vendido geralmente por mulheres em barquinhos de madeira. Uma emoção! É como se fosse um grande congestionamento de carros, só que de barcos! Fora a profusão de cores e cheiros!

Aventura pelo mercado flutuante

Outras atrações infantis em Bangkok que a família não chegou a conhecer desta vez: os parques aquáticos, a fazenda de elefantes, já que iam ver outras fazendas no Norte e os parques temáticos na cidade e nas redondezas: aqui

Eles adoraram o Hotel Millenium na ida e principalmente, o Hotel Heritage na volta: um hotel bem moderno com uma piscina no teto para tomar um banho refrescante no final do dia, relaxar e ver a linda vista para a cidade! As crianças adoraram!

Para comer, gostaram de conhecer o tradicional restaurante Blue Elephant, que tem filiais por toda a Ásia e até na Europa e outros restaurantes mais simples, ja que a cidade é cheia de opções!

Self Service em Bangkok

Aqui, gostaram menos:

Bangkok é uma cidade enorme, do tamanho de São Paulo, e tem muito trânsito. Uma das únicas roubadas que passaram na viagem foi pegar um congestionamento na hora da fome das crianças! Chegaram a ficar uma hora parados! O ideal aqui é usar o transporte público (o trem de superfície, o skytrain, não pega trânsito e circula pela região central). Outras opções foram os tuk-tuks, que as crianças adoraram, diga-se de passagem, os barcos-táxis e o metrô. Melhor mesmo evitar os táxis normais.

Os templos na capital também são maiores e bem mais cheios, dificultando às vezes a circulação com crianças!

Em seguida, pegaram um vôo interno para Phuket e de lá, um ferry (bem lotado de pessoas e malas!) para as Ilhas Phi Phi, famosas por terem servido de cenário para o filme A Praia com Leonardo di Caprio! Referências cinematográficas à parte, Phi Phi, segundo Pati, “era tudo o que se falava e muito mais”!

Eles ficaram absolutamente maravilhados com a paisagem, a cor da água, e o excelente hotel no qual ficaram: o Phi Phi The Beach Hotel, com pequenos bangalôs pendurados na colina e todos com vista para o mar.

O programa aqui foi relaxar na praia de areia branca e fofa, na beira do mar, da piscina, fazer snorkel e ver muitos peixes coloridos, além de comer Seafood Barbecue, churrasco de frutos do mar!

Aqui vale lembrar trazer brinquedinhos para a praia e fraldas de mergulho para bebês.

Não percam a oportunidade de fazer passeios de barco para conhecer outras ilhas em volta: o barqueiro faz várias paradas em alto mar para mergulhar e ver mais peixes.

Fazendo graça com a Mamãe

Mergulhando com o Papai

De lá, pegaram um vôo com troca de avião em Bangkok para Chiang Mai, a antiga capital, no Norte do país.

Aqui, eles adoraram:

Passear na parte murada da cidade e se perder nos templos: os monges são muito receptivos com as crianças e elas podem andar livremente pelos templos. Mas de novo, ficar atento à regra aprendida em Bangkok, os adultos devem ter sempre os braços, ombros e cabeça cobertos.

As fazendas de elefantes: apesar de ser um programa “turístico”, é imperdível e segundo a Pati, “para o Pedro, este foi um dos momentos mais marcantes da viagem”! Os elefantes fazem acrobacias, pintam e depois é possível subir neles para fazer um longo passeio bem bacana.

Pedro e Luiza se apaixonaram pelos elefantes!

As fazendas de tigre: nestas as crianças chegam a perder o ar. Quem quiser ir só para ver, não precisa pagar nada, somente se quiser entrar na jaula. E obviamente, as crianças só podem entrar na jaula dos tigres filhotes, por questões de segurança. Mas para eles, isso já é uma ENORME emoção! Pedro ainda ficou muito impressionado, pois o adestrador contou-lhe que o tigre consegue sentir o coração dos humanos e assim saber quem está com medo.

Ver as curiosas mulheres pescoçudas ou mulheres girafas: o local de origem desta tribo é a Birmânia. No entanto alguns locais turísticos recriam as aldeias das mulheres pescoçudas: mulheres que continuam uma prática ancestral de colocar vários colares sucessivamente alongando assim, o pescoço. Dizem que não é o pescoço que alonga, e sim, os ombros que descem e inicialmente, isso seria feito para se proteger de eventuais mordidas de tigres. O efeito realmente resulta em um pescoço comprido. “É um pouco artificial, mas eu recomendo, já que ir para Myamar é bem complicado”. Efetivamente, essa prática hoje, é mantida unicamente para o turismo.

No caminho entre Chiang Mai e Bangkok, existe a encantadora e imperdível Sukhotai, antiga capital do Reino de Sião e Patrimônio Mundial da UNESCO. Como ela não é acessível de trem, o mais prático é pegar uma van desde Bangkok.

As ruínas e os vestígios, com Boudhas gigantes no meio da vegetação são impressionantes, e já que o lugar é bem extenso, a melhor maneira de conhecer isso tudo é alugando bicicletas. O Pedro ficou feliz e até para a Luiza havia uma cadeirinha na bicicleta do pai!

Um dia de passeio inesquecível!

À noite, aproveitaram para experimentar finalmente a famosa massagem tailandesa, que ao contrário do que se imagina, é hard-core no puxa-estica, mas com resultado maravilhoso!

E de lá, finalmente voltaram para Bangkok, onde terminaram de fazer algumas visitas já citadas acima.

Segundo a Pati, estar com a família toda reunida na Tailândia, com os avós, os tios, formando ao todo um grupo de 9 pessoas, “foi uma das experiências mais legais da minha vida”.

Algumas observações sobre a viagem:

  • Em Bangkok há um 7/11 por esquina: nestas lojinhas de conveniência tem comidas, bebidas, lanchinhos, guloseimas e artigos como fraldas, leite, cereais, etc. O único porém, é que grande parte das embalagens está escrito em tailandês, sem tradução. É possível “adivinhar” alguns ingredientes pelos desenhos (as etapas 1, 2, 3 nos alimentos da Nestlé com os ursinhos azuis por exemplo são os mesmos!)
  • Grande parte do hotéis tem piscina, berços para bebês (que não são cobrados). Os quartos nunca são muito pequenos, então acomodam bem famílias com mais de 1 filho. Os restaurante, de modo geral, tem cadeirinha para crianças.
  • Na região central e pontos turísticos, a maioria das pessoas fala inglês, embora o sotaque seja bem forte.
  • Adultos e crianças maiores de 1 ano devem tomar a vacina contra a febre amarela!

E se vocês ainda têm alguma dúvida sobre o quanto essa viagem é legal, a Pati resume:

Por que ir para Tailândia é tão legal?

• Os tailandeses são alegres e amistosos, adoram crianças e se esforçam para tratar bem os turistas.

• Os preços da comida e dos hotéis são muito bons para os brasileiros. Um hotel de US$ 100 em Bangkok equivale a um hotel de US$ 600 em NY.

• A comida é maravilhosa, pelas ruas há diversas barracas de frutas frescas cortadas e sucos na hora. Há muitas opções de pratos sem pimenta que agradam facilmente o paladar infantil. Meus filhos amaram o fried rice with chicken (arroz com frango) que podia ser servido também com camarão. Além disto, não é difícil encontrar restaurantes italianos e grandes redes de fast food.

• Os templos são lindos e inspiradores.

• Bangkok é moderna e fácil de ser transitada (seja por metrô, barco ou taxi)

• Chiang Mai, a antiga capital, é indescritível.

• Phi Phi é uma ilha com mar azul, água quente e praia semi desertas.

• E ainda há os elefantes, os tigres, passeios nos rios e mergulhos!

• O tempo é bom o ano inteiro. Há pouquíssima variação de temperatura. As épocas das monções (chuvas) devem ser evitadas.

• E finalmente, as massagens tailandesas são maravilhosas!

Para ver mais fotos desta viagem, dêem uma olhada em seu blog: Coisas de Mãe, ou no blog Eu viajo com meus filhos, que ela criou com amigas.

 

Viagem feita em Dezembro/ Janeiro de 2010: bastante calor, abafado.

Crianças à bordo pode ser encontrado nas Livrarias Cultura, Argumento e pelo site Baby Cool. Sucesso Pati!

 

 

Para maiores informações:

Turismo na Tailândia (em português): aqui

Para imprimir (Dossier de Imprensa 2008): aqui

Em Bangkok:

Siam Ocean World no Shopping Siam Paragon: aqui

Outros passeios infantis em Bangkok: aqui

Hotel Millenium: aqui

Hotel Heritage: aqui

Restaurante Blue Elephant: aqui

Em Phi Phi:

Phi Phi The Beach Hotel: aqui

Para outras opções de Hotéis: aqui

Em Chiang Mai:

As fazendas de elefantes: aqui

As fazendas de tigres: aqui

 

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Posted in: Tailândia